Questão sobre Clínica Médica, Endocrinologia, Nefrologia
Enunciado
Mulher de 22 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 1 em uso de insulina glargina e lispro, é trazida à sala de emergência torporosa, desidratada, ritmo cardíaco regular, pressão arterial 118x82mmHg, abdome semi globoso, ruídos hidroaéreos preservados, sem visceromegalias, globalmente doloroso, sem defesa ou plastrão palpáveis. Exames com hemoglobina 10,9g/dL (VR: 11,0-17,0) hematócrito 48% (VR: 36-46) leucograma 16800/mm3 com 12% bastões (VR: 1-6), plaquetas 156.000/mm3 (VR: 140.000-400.000). Creatinina=1,3mg/dL Sódio=130mmol/L (VR: 136-145) Potássio=5,4mmol/L (VR: 3,5-5,1) Cálcio iônico=1,09mg/dL (VR: 1,17-1,32) Glicemia=400mg/dL (VR: 60-99mg/dL). Gasometria arterial com pH=7,18 pCO2=30 pO2=87mmHg Bicarbonato=10 Base Excess (BE)= -15 SatO2=94%. Urina I cetonas 2+ leucócitos 20-30 por campo, nitrito negativo e flora bacteriana aumentada. Assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas:
- Os fatores de risco para cetoacidose diabética são: processos infecciosos, omissão do uso de insulina, abuso de álcool, gestação, infarto agudo do miocárdio, entre outros.
- No tratamento, o passo mais importante é a insulinoterapia, sendo preconizado dose 0,1-0,15UI/Kg EV em bolus e manutenção de 0,1UI/Kg/h em bomba de infusão contínua. A hidratação intravenosa é feita apenas em casos selecionados pois aumenta o estímulo adrenérgico acarretando em hipervolemia e aumentando mortalidade.
- Paciente apresenta quadro grave de acidose de etiologia metabólica e respiratória.
- O cálculo do sódio plasmático deve ser realizado com correção de acordo com valores da glicemia, nesta paciente sendo de 134,8mmol/L.
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