Questão sobre Cirurgia, Cirurgia do Trauma, Cirurgia do Aparelho Digestivo
Enunciado
Um homem de 32 anos caiu da laje, de aproximadamente 4 metros de altura, há cerca de 1 hora. Dados no local: P: 120 bpm; PA: 150 × 80 mmHg; Glasgow: 15. Na chegada ao hospital: A: via aérea pérvia, respiração aparentemente normal. B: murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios; saturação de O2: 96%, com máscara com 15 L O2/minuto, frequência respiratória: 14 incursões respiratórias por minuto. C: frequência cardíaca: 92 bpm, PA: 110 × 90 mmHg, extremidades quentes, tempo de enchimento capilar: 1 s, sem estase jugular; abdome indolor, sem hipersensibilidade; toque retal: esfíncter hipotônico, sem sangue, próstata tocável, regular. Pelve estável. FAST (focused assessment sonography in trauma): negativo. Sondagem vesical: urina clara. D: Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, reflexo bulbocavernoso ausente. E: palpação de deformidade dolorosa em coluna vertebral, na transição toracolombar. Tem paraparesia e paraplegia crural com flacidez e déficit de sensibilidade em membros inferiores. Os familiares perguntaram se o paciente ficará definitivamente paraplégico. Melhor resposta:
Alternativas:
- Como não tem sinais de choque neurogênico nem medular, é provável que a paraplegia seja transitória e venha a ocorrer recuperação da motricidade.
- O paciente já está em choque medular e, por isso, a paraplegia é definitiva.
- Deve-se esperar as 12 horas de choque medular e reavaliar, para definir se a paraplegia será definitiva.
- O choque neurogênico deve ser revertido, antes de se poder avaliar o prognóstico da paraplegia.
- Nada se pode dizer ainda, pois o paciente está na fase de choque medular.
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