Questão sobre Psiquiatria
Enunciado
Júlio César, 28 anos, médico, é levado à força por familiares a uma emergência psiquiátrica. Encontrava-se há duas semanas sem entrar em contato com seus familiares, em casa, faltando às atividades da Residência Médica. Seu irmão o encontrou deitado em sua cama, em más condições de higiene, hipohidratado, recusando-se a comer. Segundo ele, Júlio César não respondia ao que ele perguntava, repetindo apenas, de forma repetitiva, "estou falido, arruinado, só me resta morrer". O quadro se iniciou alguns dias após término de noivado de 4 anos por iniciativa da noiva. Irmão informa que o paciente sempre foi uma pessoa animada e positiva, com "personalidade carismática", até mesmo "um pouco agitado e inquieto, indiscreto e pródigo"durante alguns períodos de sua vida. Até iniciar o namoro citado, tendia a ter sempre várias namoradas e a sair muito à noite, chegando de madrugada com frequência. Durante a entrevista recusa-se a responder à maioria das perguntas e, quando o faz, utiliza monossílabos e em tom baixo, dificultando a compreensão do seu discurso. Não há história de uso de drogas ilícitas, mas faz uso regular de bebidas alcoólicas e energéticos quando sai. Sem história de doença clínica prévia. Relato de tratamento psiquiátrico prévio no fim da adolescência, quando teve quadro semelhante, mas de menor gravidade: "ficou muito triste, sem comer, depois de não conseguir ser aprovado pelo segundo ano consecutivo no vestibular para medicina". Tratou com psicoterapia e medicação cujo nome não soube informar e manteve-se assintomático até o presente momento. Qual a hipótese diagnóstica para o caso e as medicações indicadas?
Alternativas:
- Psicose Reativa Breve. Clordiazepóxido e Tiamina.
- Transtorno Bipolar do tipo II, em depressão. Carbolitium e Citalopram.
- Depressão recorrente. Clorpromazina e Prometazina.
- Psicose por Drogas. Haloperidol e Bromazepam.
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